
CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA
Gabriel
García Márquez
Editora
Record
No
primeiro parágrafo, nos conta Gabo:
No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da
manhã para esperar o navio em que chegava os bispo. Tinha sonhado que
atravessava um bosque de grandes figueiras onde caía uma chuva branda, e por um
instante foi feliz nos sonho, mas ao acordar sentiu-se completamente salpicado
de cagada de pássaros. "Sempre sonhava com árvores", disse-me sua mãe
27 anos depois, evocando os pormenores daquela segunda-feira ingrata. "Na
semana anterior tinha sonhado que ia sozinho em um avião de papel aluminizado
que voava sem tropeçar entre as amendoeiras", disse-me. Tinha uma
reputação muito bem merecida de intérprete certeira dos sonhos alheios, desde
que fossem contados em jejum, mas não percebera qualquer augúrio aziago nesses
dois sonhos do filho, nem nos outros sonhos com árvores que lhe contara nas
manhãs que precederam sua morte.
Amo o Gabo, sinto já a falta dele há algum tempo. Este livro é maravilhoso, mas ainda prefiro O Amor nos Tempos do Cólera.
ResponderExcluirVocê conhece "Dois Irmãos" de Miltom Hatoum? É um escritor brasileiro, da Amazônia, que lembra muito esta história do Gabo.
Bom trabalho com este blog. Parabéns!
Cara Graça,
ResponderExcluirPois bem, segue o Hatoum.
Vamos assim, no itinerário do primeiro ao último parágrafo.
Abraço e boas leituras.