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| Trabalhadores italianos em greve (1905) Pintura de Pelizza de Volpeto |
GERMINAL
Émile Zola
Tradução: Francisco Bittencourt
Tradução: Francisco Bittencourt
Editora Abril
No primeiro
parágrafo, nos conta Zola:
I
Na planície rasa, sob a noite e sem estrelas, de uma escuridão e
espessura de tinta, um homem caminhava sozinho pela estrada real que vai de
Marchiennes e Monstou, dez quilômetros retos de calçamento cortando os campos
de beterraba. Á sua frente, não enxergava nem mesmo o solo negro e somente
sentia o imenso horizonte achatado através do sopro do vento de março, rajadas
largas como sobre um mar, geladas por terem varrido léguas de pântanos e terras
nuas. Nem sombra de árvore manchava o céu; a estrada desenrolava-se reta como
um quebra-mar em meio à cerração ofuscante dos trevas.

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