PEDRO PÁRAMO E O PLANALTO EM CHAMAS
Juan Rulfo
Tradução: Eliane Zaguri
Editora Paz e Terra
No primeiro parágrafo, nos conta Rulfo:
Vim a Comala porque me disseram que aqui vivia meu pai, um tal de
Pedro Páramo. Foi minha mãe quem disse. E eu prometi que viria vê-lo quando ela
morresse. Apertei-lhe as mãos em sinal de que o faria; ela estava para morrer e
eu em situação de prometer tudo. "Não deixe de ir visitá-lo",
recomendou-me. "Chama-se assim e desse outro modo. Estou certa de que terá
prazer em conhecer você." Então não pude fazer nada a não ser dizer que o
faria, e de tanto dizer continuei dizendo, mesmo depois do trabalho que minhas
mãos tiveram para se safar das suas mãos mortas.

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