1968
O ANO QUE NÃO TERMINOU
Zuenir Ventura
Círculo do Livro
1. O
rito de passagem
No primeiro parágrafo, nos conta Zuenir:
“Não
acreditava em sonhos e mais nada. Apenas a carne me ardia, e nela eu me
encontrava.”
Paulo,
o intelectual de Terra em transe.
A crônica da época não lhe dedicou mais
do que magras quinze linhas. Nos registros existentes, ele consta apenas como
uma das inúmeras festas que marcaram a entrada daquele distante 1968. E, no
entanto, para os que viveram o que seria um banal acontecimento, ele permanece
como um misterioso marco cujos símbolos e significados ocultos a memória e o
tempo vão-se encarregando de descobrir, ou de criar, até obter o material com
que se fazem os mitos.

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