segunda-feira, 23 de junho de 2014

1968, O ANO QUE NÃO TERMINOU









1968

O ANO QUE NÃO TERMINOU
Zuenir Ventura
Círculo do Livro




1.     O rito de passagem


No primeiro parágrafo, nos conta Zuenir:


“Não acreditava em sonhos e mais nada. Apenas a carne me ardia, e nela eu me encontrava.”
Paulo, o intelectual de Terra em transe.

   

   A crônica da época não lhe dedicou mais do que magras quinze linhas. Nos registros existentes, ele consta apenas como uma das inúmeras festas que marcaram a entrada daquele distante 1968. E, no entanto, para os que viveram o que seria um banal acontecimento, ele permanece como um misterioso marco cujos símbolos e significados ocultos a memória e o tempo vão-se encarregando de descobrir, ou de criar, até obter o material com que se fazem os mitos.

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