OS MEUS AMORES
Trindade Coelho
Editora Três
No primeiro
parágrafo, nos conta Trindade: (¹)
Quando
atravessou a povoação, rua abaixo, com o rebanho atrás dele, era ainda muito
cedo. Ao longo das ruas tortuosas, as portas conservavam-se fechadas, e não
vinha das habitações o mais insignificante ruído. Dormia-se o sono solto por
todas aquelas casas. Apenas algum cão, subitamente acordado em sobressalto pelo
chocalhar do rebanho, ladrava do alto dos escadórios de pedra onde ficara de
sentinela, ou de dentro das curraladas, onde levara a noite fazendo companhia
aos novilhos. De onde em onde, galos madrugadores entoavam matinas sonoras, que
eram como risadas vibrantes de boêmios, nalguma estúrdia a desoras...
(¹) do Conto: Idílio rústico

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