quarta-feira, 4 de junho de 2014

OS MEUS AMORES













OS MEUS AMORES
Trindade Coelho
Editora Três





No primeiro parágrafo, nos conta Trindade: (¹)


Quando atravessou a povoação, rua abaixo, com o rebanho atrás dele, era ainda muito cedo. Ao longo das ruas tortuosas, as portas conservavam-se fechadas, e não vinha das habitações o mais insignificante ruído. Dormia-se o sono solto por todas aquelas casas. Apenas algum cão, subitamente acordado em sobressalto pelo chocalhar do rebanho, ladrava do alto dos escadórios de pedra onde ficara de sentinela, ou de dentro das curraladas, onde levara a noite fazendo companhia aos novilhos. De onde em onde, galos madrugadores entoavam matinas sonoras, que eram como risadas vibrantes de boêmios, nalguma estúrdia a desoras...


(¹)  do Conto: Idílio rústico 

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